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Entre num Cadillac fabricado em 1950 e dê uma volta pela capital de Cuba, Havana.

Cuba é considerada a pérola das Antilhas. Com um povo muito alegre e hospitaleiro, tem na cidade de Havana a personalização dessa maneira de estar e ser. Classificada como a segunda maior cidade das Caraíbas, a cidade é o coração de todo o país, além de ser uma das mais belas capitais latino-americanas, detentora de um irresistível charme colonial. Podemos afirmar que Havana literalmente parou no tempo. Este é o seu maior estigma, mas também o seu maior encanto, pois em nenhum outro local do mundo teríamos oportunidade observar exemplares dos famosos cadillacs dos anos 50, saboreando um charuto feito à mão na praça de Havana, e sentindo nas ruas o alma da cidade e dos seus habitantes.

Na maior das ilhas das Caraíbas, Fernando Ortiz descreve a História de Cuba como estando fortemente marcada pelo fumo do tabaco, pela doçura da cana-de-açúcar e repleta de sensualidade na sua música. Uma mescla de produtos que caracterizam um dos povos mais hospitaleiros e sociáveis doa Caraíbas, com uma simbiose da presença dos conquistadores espanhóis e do suor africano dos escravos negros.

A capital de Cuba, Havana, é uma cidade ampla habitada por 3 milhões de gente alegre, expressiva, que parece viver em permanente clima de festa. Detentora de um clima invejável (23ºC de temperatura média anual) e de um enorme céu azul e luminoso, a cidade possui características que se traduzem num convite permanente para se gozar a vida. Para onde quer que os olhos se virem ou os passos nos levem, Havana tem tudo para nos encher os olhos de História, de ritmo e cor. Passear pelas ruas desta capital é proporcionar encontros frequentes com fachadas deslumbrantes e pinturas personalizadas com cores e temas diversificados.

Mas Havana é mais do que belos locais, sendo igualmente um importante pólo de desenvolvimento científico e tecnológico. Possui numerosas instituições de ensino superior e de investigação científica, como os centros de Engenharia Genética, Imuno-Ensaio e Biotecnologia, entre outros. Os serviços médico-hospitalares são do mais alto nível e alguns dos tratamentos, nos quais Cuba é pioneira, estão ao dispor e ao alcance de todos.

Salas de congressos e reuniões servem de sede, todos os anos, a importantes encontros e festivais internacionais, quer de índole cultural e científica, quer de carácter desportivo.

Significativas redes de alojamento hoteleiro e serviços extra-hotelaria garantem o desenvolvimento do potencial turístico da região. De um modo muito rudimentar e embrionário, os negócios privados, por conta dos naturais do país, começam a dar os primeiros passos (como é o caso dos “paladares” – restaurantes familiares – venda de flores, artesanato, transportes, etc.), tudo com o intuito de possuírem dólares para os poderem utilizar em benefício próprio.
Havana encontra-se dividida em 15 distritos. Seis deles, os que têm maior impacto turístico, estão à beira-mar: Playa, Plaza, Centro Habana, La Habana Vieja, Regla e Habana del Leste. Os restantes nove, que ficam distantes do centro e que apresentam menor património cultural, são: Boyeros, La Lisa, 10 de Octubre, Marinao, Arroyo de Naranjo, Cerro, Guanabacoa, Cotorro e San Miguel del Padrón. A maioria dos restaurantes, casas nocturnas, museus e pontos históricos, localizam-se em La Habana Vieja, Centro Habana, Plaza (principalmente no bairro Vedado) e Playa.

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Havana nasceu em 1519, numa altura em que os navegadores europeus percorriam os mares de toda a América Central. Tempos antes já Cristovão Colombo tinha chegado à ilha, que pensava ser o Japão.

No início do século XVII tornou-se oficialmente na capital cubana. No decurso dos séculos seguintes em que ocorreram algumas das mais devastadoras guerras que envolveram o reino espanhol, Havana permaneceu quase intocável, ganhando fama da cidade mais protegida do Novo Mundo.

Durante as décadas de 30 e 40 do século XX, Havana converteu-se rapidamente na única metrópole urbana do país e de todo o Caribe. Tal facto reflectiu-se no elevado e acelerado crescimento urbanístico e populacional.
O ano de 1952 marca a chegada ao poder do general Fulgêncio Baptista iniciando um período de forte ditadura política. Para combater a ditadura surgiu um movimento revolucionário liderado por Che Guevara e Fidel Castro, que ainda hoje governa o país.

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La Habana Vieja
É um verdadeiro museu a céu aberto, com um conjunto arquitectónico e histórico declarado pela UNESCO, em 1982, como “Património da Humanidade”. Só neste pequeno núcleo estão reunidas 144 construções dos séculos XVI e XVII.
Plaza de Armas
A mais antiga da cidade e durante séculos centro político e militar. A partir de 1577 chamou-se Plaza de la Iglesia por abrigar a paróquia da cidade. Durante muito tempo foi o centro civil, até que a construção de edifícios militares mudou radicalmente o seu perfil. Possui em seu redor um agradável espaço verde. Quase todas as construções ali existentes têm interesse histórico.

Palácio de los Capitanes Generales
Este palácio é uma manifestação do barroco cubano, com uma imponente fachada. A sua construção teve início em 1776, por ordem do governador e capitão-general, marquês de La Torre. Mas este palácio não foi habitado até 1790. Funcionou como sede do Governo e prisão. Nos 108 anos que decorreram até à independência de Cuba, o palácio foi residência dos 65 capitães-generais. Mais tarde, transformou-se em Palácio Residencial e sede da Câmara Municipal, sendo actualmente o Museo de la Ciudad. O pátio interno do palácio é um verdadeiro jardim, repleto de plantas medicinais e aromáticas, onde se destacam duas palmeiras reais – a árvore nacional de Cuba. No meio ergue-se uma estátua a Colombo, obra do artista italiano Cucchiari. Neste pátio encontram-se também um canhão e uma lápide sepulcral que data de 1557, sendo o marco mais antigo da ilha.

Museo de la Ciudad
Neste museu encontram-se excelentes colecções de obras de arte, das quais se destaca La Giraldilla, uma pequena estátua de bronze que representa D. Inês de Bobadilla, a única mulher que foi governadora de Cuba. Tornou-se um símbolo de Havana.

Castillo de la Real Fuerza
Foi a primeira fortaleza construída pelos espanhóis em Cuba e a segunda mais antiga da América.

Calle Obispo
É uma das ruas mais interessantes de La Habana Vieja, por onde se passeava Ernest Hemingway quando saía do Hotel Ambos Mundos. Nesta rua encontra-se o emblemático restaurante La Floridita, com a verdadeira “finesse” cubana, com comida internacional e regional, “cocktails” e “daiquiris” que, decerto, vão ser a sua perdição.

Plaza de la Catedral
É o conjunto de maior relevo em Havana, sendo constituída por alguns dos palácios mais imponentes e melhor conservados de Havana. Todas as construções ali existentes datam do século XVIII.
Ao fim-de-semana o quarteirão enche-se de mercados de artesanato.

Parque Central
Um local privilegiado entre a velha e a moderna Havana. Tal como a maioria dos exemplares de arquitectura da época, este parque está rodeado de casas de estilo neoclássico, remodeladas em 1927, altura da construção do Capitólio.

Capitólio
Um imponente edifício, belíssimo tanto no seu exterior como interior. Foi o local dos Congressos Cubanos até 1959, hoje funciona como Ministério das Ciências, Tecnologia e Ambiente.

Grande Teatro de Havana
Igualmente conhecido como Garcia Lorca este magnífico teatro tem capacidade para dois mil espectadores.

Passeio do Prado
Também conhecido por Passeio Martí – herói nacional cubano – , possui algumas das casas mais bonitas da cidade. Durante muitos anos, foi a avenida eleita pela aristocracia. Hoje funciona como local de convívio e de permuta de casas.

Avenida Malecón
Esta é considerada como a Marginal da capital cubana, desce do Passeio do Prado até encontrar o mar. A salpicar os passeios encontramos belíssimas casas coloniais multicoloridas já esquecidas pelo tempo.

Avenida Galiano
Nesta artéria encontrará a igreja de Monserrate (data de 1843), e perto desta, não perca a visita à galeria de arte Galiano e do lado oposto o Teatro América Cinema, dois interessantes exemplos de Art Deco, em Havana.

Museo de La Revolucion
Antigo Palácio Presidencial, agora transformado em museu exibe alguns aspectos da História recente de Cuba, através de fotografias, documentos e objectos pessoais.

Memorial Granma
Local onde está guardado o barco em que Fidel Castro e os seus companheiros vieram do México, em 1956.

San Francisco de Paula
Apenas a 15 quilómetros de Havana, no topo da colina, fica a vila onde Hemingway viveu. Finca la Vigia, a sua casa preservada tal como o escritor a deixou, é agora o Museo Hemingway.

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Clima tropical durante todo o ano. O Verão é entre Maio e Outubro, podendo ocorrer períodos de chuva. O Inverno é de Novembro a Abril. Qualquer altura do ano é boa para visitar.

Havana é uma cidade com muita vida nocturna, que se vive ao ritmo da música latina por isso arrisque e aprenda a dançar o mambo, o bolero, a salsa e o chachachá num dos muitos bares da cidade.

O semanário de entretenimento Cartelera, informa sobre os programas de cinema e teatro, as listas de galerias, os bares, as discotecas e os eventos culturais. Muitos grupos de teatro estrangeiro actuam no Teatro Nacional de Cuba, que tem também um café, aberto toda a noite como discoteca e com musica ao vivo. Imperdoável não ver um dos shows do Tropicana.

Para ficar a conhecer bem a cidade, o ideal é passear a pé, especialmente na zona de Habana Vieja. Para deslocar-se até aos arredores da cidade existem autocarros ou então pode sempre optar pelo táxi.
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    coded by nessus

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    2 Comments to “Cuba – Havana um destino para se descobrir”

    1. Simplemente é uma ciadade Maravilhosa.

      abraços e parabens pelo site.

    2. [...] na província de Matanzas, fica aproximadamente a 140km de Havana, capital de Cuba, Varadero tem atracções, hotéis e restaurantes que fogem ao conceito socialista [...]

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