
As Ilhas Galapagos formam um grupo de 58 ilhas, das quais apenas quatro são habitadas, situadas no Oceano Pacífico a aproximadamente mil quilómetros a oeste da costa do Equador, país a que pertencem e ponto continental mais próximo.
O arquipélago apresenta uma biodiversidade elevada e é o habitat de uma fauna peculiar que inclui muitas espécies endémicas como as tartarugas das Galapagos.
A totalidade das ilhas constitui uma reserva de vida selvagem administrada pelo governo do Equador e que é, desde a visita de Charles Darwin, o principal laboratório vivo de biologia do mundo.
Os animais que povoam as Galapagos têm a marca registada das ilhas, porque estas, na sua formação de origem vulcânica, nunca tiveram contacto com o continente, a cerca de 1000 quilómetros de distância. Assim, toda a vida animal se desenvolveu na mais dura das situações. A colonização deu-se quando pássaros conseguiram atingir as ilhas após longos voos e peixes conseguiram resistir ao mar e chegar às suas costas. Sementes, ovos de insectos e larvas podem ter chegado às ilhas no estômago desses animais ou através de vegetação flutuante. Os mais fortes sobreviveram e deram origem à teoria do naturalista inglês Charles Darwin, que considerou que as diferenças entre os colonizadores animais e os seus descendentes eram tão grandes que os últimos podem ser considerados uma espécie diferente.
Pássaros, répteis e mamíferos do mar são as espécies dominantes. As iguanas confundem-se com as rochas pretas, abastecendo-se de sol, e os leões-marinhos só rugem às pessoas se tiverem uma cria por perto. Cactos gigantes, que cresceram ao longo dos séculos para deixarem de se tornar no alimento das tartarugas, formam uma paisagem árida, que pode ser brutalmente interrompida por um oásis composto por uma praia de areia branca tocada ao de leve por águas azul-turquesa.
Mesmo nas ilhas mais povoadas é possível abrir a boca de espanto quando nos cruzamos com leões-marinhos, iguanas, tartarugas e aves de patas azuis. Nas águas, com alguma sorte e dependendo da época do ano, também podem avistar-se baleias, tubarões, pinguins e golfinhos. Meter a cabeça debaixo de água equivale a ver peixes de todas as cores. As Galapagos são hoje uma espécie de santuário da vida animal, que vai tentando encontrar a sobrevivência e a simbiose possível entre a necessidade do turismo e a preservação do ecossistema.
Aqui ficam algumas fotos desta maravilha da Natureza:
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