
É incontornável, em 2012, Guimarães estará (junto com Maribor na Eslovénia) no centro do mundo, ou no centro do Velho Continente. O The New York Times não quis esperar pelo arranque oficial da programação da Capital Europeia da Cultura e apontou já a cidade minhota como um dos 41 locais para visitar este ano. E a jornalista americana radicada em Berlim Charly Wilder mostra que sabe do que escreve quando a coloca lado a lado com destinos de fama mundial como Milão, Budapeste ou Londres.
“Uma série de acontecimentos recentes, como a escolha para Capital Europeia da Cultura de 2012 e a recuperação do centro histórico listado pela UNESCO, ajudaram a transformar a Cidade-Berço num dois hotspots culturais da Península Ibérica”. E cita como exemplo o Centro Cultural Vila Flor, instalado no antigo palácio com o mesmo nome, cuja programação é dominada pelo Festival Internacional de Dança Contemporânea.
Esta instituição não é a única digna de menção, há outras como o Centro de Artes e Espectáculos São Mamede ou o Museu Martins sarmento, que acabamos por ir conhecendo à medida que se caminha emaranhado de ruas de pedra negra.
A boa mesa, ainda que ausente do breve roteiro traçado por Wilder, é também uma referência obrigatória nesta jornada de redescoberta. Nem que seja para recordar que não é só pela boa comida tradicional minhota que enche o prato, o Papaboa por exemplo, não leva ainda muitos anos de existência e já ascendeu ao posto de instituição, em boa parte graças ao toque de Isabel Vitorino, que conjuga sabores típicos e um toque de contemporaneidade.
Mas, em jeito de reverência para com as raízes gastronómicas, a chef vimaranense abriu também o histórico, de vocação mais petisqueira e tradicional, situado, como o nome indica, na parte antiga da cidade, a pouco mais de cem metros do coração deste monumental centro histórico, a emblemática Praça de São Tiago e a Praça da Oliveira, logo ao lado. É ai que deve começar qualquer visita, seja a primeira ou a centésima, ao berço de Portugal.
Afinal, a herança histórica continua a ser o prato forte de Guimarães, e a modernidade está a dinamizar este valioso recurso. Ou, como apontou recentemente Cristina Azevedo, responsável máxima pela Capital Europeia da Cultura, “a História tem de ser usada como trampolim e não como sofá”.
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Uma cidade rica em história, cultura e gastronomia.
Das cidades mais belas e naturais de Portugal!!!
Sem duvida o berço da Nação Portuguesa!!