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Amesterdão há um milénio era apenas um pântano por onde o Reno transbordava para o Mar do Norte. Hoje, é uma das metrópoles mais dinâmicas do mundo. Cosmopolita por tradição, Amesterdão é uma cidade em efervescência, na arte, na arquitectura e na cultura. Um rico património histórico mistura-se com as tendências mais vanguardistas, é por isso que a capital dos Países Baixos combina a exuberância da grande cidade com a graciosidade da pequena vila. Os canais, as bicicletas, a cerveja e o arenque são alguns dos símbolos célebres de um lugar que apaixona intelectuais e boémios.

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A cidade ainda se assemelha em muitos aspectos à aldeia que os primeiros habitantes criaram construindo represas para travar o curso do rio Amstel. Comparada com outras capitais europeias, Amesterdão é minúscula, no entanto, é a mais cosmopolita de todas.

Gente de todo o mundo convive em harmonia numa metrópole mantém o padrão de 1609, não é mais que um conjunto de ilhas divididas por canais e ligadas por inúmeras pontes. Forma um semicírculo, com o rio Ij de um lado e os grandes canais a estenderem-se de forma concêntrica. É nesta rede de canais que se espraia um agradável cenário de ruas calcetadas e de casas de graciosa, quase rústica, arquitectura.

Um urbanismo dominado por ruas e pontes estreitas faz da bicicleta o meio de transporte eleito num lugar que é também impressionantemente plano. Um dos cartões de visita são os inúmeros cafés, lugares de convívio por excelência onde se abanca para um café, uma refeição leve ou simplesmente para se estar e, por exemplo, beber a famosa cerveja e provar um típico prato de arenque. Dos mais vanguardistas aos seculares, que se assemelham a ” pubs” ingleses, são de paragem obrigatória para quem quer penetrar na alma da cidade.

A liberalização das drogas leves originou outro tipo de cafés muito característico de Amesterdão, as “Coffee Shops”. Deambular a pé pela cidade é um autêntico mergulho na história. O seu ex-líbris é o coração da cidade, que encerra incólume a Amesterdão Medieval. Um passeio de barco pelos canais é a mais inesquecível das experiências e uma oportunidade única para admirar cenários bucólicos, onde a elegância arquitectónica se alia a vastos espaços verdes.

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A presença de comunidades humanas em Amesterdão tem apenas 800 anos, o que não é surpreendente considerando que esta era uma região pantanosa.

No século XII, a construção de barragens e diques permitiu que se instalassem as primeiras comunidades. O seu desenvolvimento acelera-se no século XIV, quando começa a ter papel chave no comércio entre os mares do Norte e do Báltico e o Sudoeste da Europa. A prosperidade acabaria por despoletar a luta pela poder entre a emergente classe de mercadores e os aristocratas católicos. Instalava-se a Reforma e o coração e a mente dos novos ricos de Amesterdão são contagiados pelo Calvinismo, que enaltecia a sobriedade, o trabalho árduo e o sentido de comunidade.

Em 1578, os calvinistas libertam a cidade do domínio espanhol e, no ano seguinte, Amesterdão e mais sete províncias do Norte proclamam-se uma república independente, a Holanda.

Em finais do século XVI, Amesterdão entra na sua época dourada, período em que lidera o comércio marítimo e as pescas na Europa e aposta na aventura da colonização.

A partir de 1800, a ocupação francesa e o bloqueio britânico remetem-na para o mero papel de mercado local. Obrigada a voltar as costas ao mar, desenvolve-se industrialmente: estabelecem-se ligações ferroviárias, investe-se na indústria do aço e a população cresce. A neutralidade dos Países Baixos poupou a sua capital aos horrores da Primeira Guerra Mundial, no entanto, essa neutralidade já não foi possível de manter na Segunda Guerra Mundial: em Maio de 1940, os nazis invadem os Países Baixos.

Durante a ocupação, a comunidade judaica de Amesterdão é quase inteiramente massacrada, apenas 1 em 16 judeus da cidade sobreviveriam à guerra.

Em Maio de 1945, a cidade é finalmente libertada. No pós-guerra reconstruiu-se tranquilamente até que, nos anos 60, desperta para os novos tempos. É a época dos protestos de estudantes e de mulheres, dos movimentos de anarquistas, dos “hippies”. Amesterdão tornava-se no coração radical da Europa, onde tudo podia acontecer. A herança desse tempo ainda se reflecte na Amesterdão de hoje, que é mais tranquila mas ainda assim tentadoramente cosmopolita e liberal.

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Amsterdams Historich Museum
Este museu ocupa uma grande parte de Amesterdão Medieval, mas está numa confusão de um emaranhado de ruas. Das suas três entradas, a mais acessível é a Nieuwezijds Voorburgwal 359 que é também o melhor local para começar a visita. De uma forma leve, o museu explica a original e excitante história da cidade.

Rijksmuseum
É um dos maiores centros de arte da Europa. O edifício que o acolhe, com a sua arquitectura tipicamente holandesa adornada por floreados góticos, rivaliza em atenção com a fabulosa colecção. Dos primórdios da arte medieval holandesa às obras-primas de Rembrandt, Vermeer, Hals e Sten, passando ainda por casas de bonecas e arte asiática, são inúmeros os tesouros a descobrir neste magnífico museu.

Stedelijk Museum
Considerado um dos melhores museus de arte moderna do mundo, o Stedelijk reúne um precioso espólio de arte que vai desde 1850 até aos dias de hoje. Encerra o melhor da arte contemporâneo, incluindo alguns dos mais excitantes e desafiadores trabalhos artísticos da Europa. Vale a pena deambular por um museu muito dinâmico onde o eclectismo e a provocação são a palavra de ordem da sua colecção.

Museu Van Gogh
Aberto desde 1973, reúne a melhor colecção da obra do mítico pintor. São cerca de 200 telas, entre elas, algumas das mais célebres criações de Van Gogh. Fazem ainda parte do espólio 500 dos seus desenhos, 700 cartas e 400 gravuras japonesas das quais o artista retirou inspiração. Estão presentes várias obras de contemporâneos do pintor.

Ann Frank Huis
Foi aqui que a família Frank viveu momentos de terror durante dois anos. Muito perto do fim da guerra foram descobertos e deportados. Somente Otto Frank, pai de Anne, sobreviveu, o resto da família pereceu nos campos nazis. Quando Otto voltou a casa, uma das pessoas que ajudou a família a esconder-se devolveu-lhe o diário de Anne que foi publicado. A casa é um verdadeiro santuário das vítimas da Segunda Guerra Mundial e, em particular, de Ann Frank e da sua mensagem para o mundo.

Os canais
Não há nada como admirar Amesterdão de um barco. Uma frota de cerca de 100 barcos turísticos navega pelos românticos canais da cidade, de onde se tem a melhor perspectiva das graciosas casas, das mil e uma pontes e dos relvados que se espraiam à beira das águas. Uma agradável surpresa são as casas flutuantes, de todos os tamanhos e feitios, atracadas às margens dos canais. O costume de viver em barcos começou no fim da Segunda Guerra Mundial quando a cidade oferecia escassez de acomodações. Hoje, são cerca de 4 mil as casas flutuantes que adornam os canais.

Begijnhof
Datado do século XIV, este discreto pátio é um verdadeiro oásis de tranquilidade no coração da enérgica Amesterdão. Pequenas e elegantes casas agrupam-se em volta do verde e bem cuidado pátio. Begijnhof foi outrora uma espécie de convento que albergava mulheres solteiras e viúvas, que viviam em confortáveis casas enquanto assistiam aos mais necessitados. Uma das casas data de 1465, sendo o mais antigo e bem preservado imóvel de madeira do país.

Jordaan
Este antigo bairro de operários é um dos locais mais bem tratados de Amesterdão. Numa cerrada trama de ruas e canais o visitante é surpreendido por uma mistura rica de arquitectura, lojas intrigantes, vistas de sonho e um ambiente muito próprio. O encanto do bairro também se deve muito à grande quantidade de pátios, muitos deles escondendo magníficas casas restauradas e lindos jardins.

A Zona Vermelha
Todas as cidades têm o equivalente a esta Zona Vermelha mas em lado nenhum existe igual a Amesterdão. Enquanto que a prática de prostituição se desenvolve mais ou menos dissimulada noutras metrópoles, aqui, as prostitutas exibem-se em vitrines com luzes cor-de-rosa. Particularmente embaraçante para alguns, é uma verdadeira atracção turística para outros. É de facto uma zona de submundo, o que desperta sempre a curiosidade. Sendo também uma interessante área histórica da Amesterdão Medieval, merece uma visita.

O mês ideal para visitar Amesterdão é Maio, quando tanto a chuva como a movimentação de turistas são menos intensos. Junho, Julho e Agosto são meses fantásticos numa cidade que parece viver ao ar livre, mas tem o inconveniente da multidão de turistas. Entre Outubro e Março o clima é francamente mau, com muito frio e chuva.

Para além das visitas aos museus e aos muitos tesouros históricos, há muito para fazer. Dar longos passeios de bicicleta, que facilmente se alugam, ou fazer “jogging” pelos muitos espaços verdes são programas bem agradáveis e muito saudáveis. É sempre obrigatória uma viagem de barco pelos canais. As animadas atmosferas dos cafés de Amesterdão convidam a longos momentos de ócio. Um programa cultural é sempre um “must” numa cidade com uma agenda de eventos invejável.

O aereoporto de Schiphol, a 18 quilómetros da cidade, tem óptimas ligações áreas com todo o mundo. O comboio também é uma óptima opção para lá chegar. A bicicleta oferece a forma mais agradável de passear pela completamente plana Amesterdão. Numa cidade de canais, os barcos e os “ferries” são um meio imprescindível para chegar quase a todo o lado.

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    coded by nessus

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    One Comment to “Holanda – Amesterdão uma cidade bonita e ousada”

    1. Rita diz:

      Adorei as imagens, e recolhi mais umas dicas para a próxima vez que visitar!

      =P

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