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É talvez a cidade do mundo com a maior quantidade de património histórico por metro quadrado. Assim é Roma, um autêntico compêndio de História que um passado milenar foi definindo. Entre túmulos etruscos, templos imperiais, igrejas medievais, palácios renascentistas e basílicas barrocas, a sucessão de tesouros arquitectónicos e artísticos é estonteante. Eis o destino ideal para se mergulhar noutros tempos e noutras histórias mas também para sentir uma cidade que possui uma vibrante faceta moderna.

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Velha e moderna, a Roma do trânsito caótico é uma cidade fascinante, onde reina um delicioso eclectismo entre os preciosos testemunhos da sua longa história.

A apenas 28 km do mar, a capital italiana é uma cidade gigantesca, no entanto, o seu centro histórico é pequeno. A maioria dos locais de maior interesse estão próximos uns dos outros, convidando aos passeios a pé, afinal, a melhor forma de penetrar nos segredos da Cidade Eterna.

Como centro da Cristandade, tem grande quantidade de Igrejas: desde as grandiosas basílicas da poderosa Igreja Católica medieval e renascentista, a modestos edifícios, onde os primeiros cristãos se reuniam em segredo. A Basílica de São Pedro é a mais célebre mas são inúmeras as que merecem uma visita para admirar arquitecturas e colecções de arte sacra únicas.

Os museus de Roma estão entre os mais ricos do mundo e podem-se perder longas horas a conhecê-los sem sentir o mínimo tédio. O Vaticano, sozinho, abriga colecções fabulosas de artefactos egípcios, etruscos, gregos, romanos, cristãos primitivos, bem como obras-primas de artistas célebres. É a atmosfera do sagrado que a domina, mas Roma também é leve e luminosa, com as suas elegantes praças apalaçadas emolduradas por um céu tantas vezes intensamente azul.

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Na celebrizada luz de Roma, também brilha um dos ícones da cidade, as fontes. Muitas são obras dos maiores escultores renascentistas e barrocos, outras milenares. É neste mundo de tempos sobrepostos que se erguem impressionantes ruínas romanas, a desafiar os edifícios modernos. Os ex-líbris são o Fórum Romano e o Monte Palatino. E depois de tantos quilómetros calcorreados a pé, a cidade oferece generosamente as suas esplanadas, que se espraiam em graciosas praças renascentistas.

Momentos descontraídos que também abrem caminho para outras facetas não menos famosas de Roma: o ritual das compras tem longa tradição numa metrópole onde marcam presença o melhor da moda e do “design” italianos, os antiquários e também o colorido de animados mercados e feiras.

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A Cidade Eterna nasceu como modesta vila em meados do século VIII a.C.. Os Etruscos conquistaram-na em 616, mas seriam expulsos um século mais tarde, quando Roma se proclamava uma República.

Por volta do século II a.C., Roma controlava o centro e o sul de Itália, derrotara o Império de Cartago e estava prestes a dominar todo o Mediterrâneo. À medida que o império se expandia, a cidade sofreu várias guerras civis que acabariam por resultar no fim da República. Os imperadores passaram a ter o poder absoluto, e cada um deles quis deixar a sua marca na grandiosa cidade.

A Roma Imperial cobria-se então de magníficos edifícios e monumentos, muitos dos quais ainda preserva. O surgimento do Cristianismo no século IV enfraqueceria em muito o poder secular de Roma, no entanto, manteria um papel de destaque ao tornar-se o centro de um novo império, o da Cristandade.

A partir do século VIII, passa a estar sob o domínio absoluto dos papas e Roma enche-se de igrejas e basílicas. O século XV abre um novo capítulo, talvez o mais glorioso da sua história: a prosperidade da Igreja oferece-lhe algumas das melhores obras que o Renascimento e o Barroco produziram.

Em 1870, Roma torna-se a capital da Itália recém-unificada, é o fim do poder papal. Sob a nova administração, a cidade cresce para além das suas muralhas. Nas décadas de 20 e 30, toma ares fascistas com as suas vastas avenidas e grandiosos edifícios.

O regime republicano instala-se em 1946 e a Roma do pós-guerra expande-se fisicamente ao mesmo tempo que assume papel central na florescente indústria cinematográfica italiana. As últimas décadas do século XX trouxeram uma mistura de sucesso económico e corrupção ao mais alto nível.
Agudizaram-se tensões políticas, que ainda persistem, mas Roma sempre pareceu distante dessas quezílias mais terrenas. Preserva orgulhosa toda a sua magnificência que partilha com as multidões de turistas que anualmente a invadem.

A partir de 1800, a ocupação francesa e o bloqueio britânico remetem-na para o mero papel de mercado local. Obrigada a voltar as costas ao mar, desenvolve-se industrialmente: estabelecem-se ligações ferroviárias, investe-se na indústria do aço e a população cresce. A neutralidade dos Países Baixos poupou a sua capital aos horrores da Primeira Guerra Mundial, no entanto, essa neutralidade já não foi possível de manter na Segunda Guerra Mundial: em Maio de 1940, os nazis invadem os Países Baixos.Durante a ocupação, a comunidade judaica de Amesterdão é quase inteiramente massacrada, apenas 1 em 16 judeus da cidade sobreviveriam à guerra.

Em Maio de 1945, a cidade é finalmente libertada. No pós-guerra reconstruiu-se tranquilamente até que, nos anos 60, desperta para os novos tempos. É a época dos protestos de estudantes e de mulheres, dos movimentos de anarquistas, dos “hippies”. Amesterdão tornava-se no coração radical da Europa, onde tudo podia acontecer. A herança desse tempo ainda se reflecte na Amesterdão de hoje, que é mais tranquila mas ainda assim tentadoramente cosmopolita e liberal.

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Fórum Romano
Entrada principal pela Via dei Fori Imperiali
Outrora o centro da vida política, comercial e judiciária da antiga Roma, o Fórum Romano é um dos ex-líbris. As escavações arqueológicas iniciadas no século XVIII revelaram impressionantes ruínas que datam de diferentes períodos da história romana. Entre os locais de maior interesse estão as ruínas da Basílica de Constantino, a casa das Virgens Vestais, o Templo de Vesta, o Arco de Sétimo Severo, o Templo de Saturno, o Templo de Antonino e Faustina e o Arco de Tito. Ao fundo avista-se o imponente Coliseu que, mesmo decadente, ainda é uma obra magnífica. A partir do Fórum, sobe-se ao Palatino, onde os poderosos da Roma antiga construíram os seus palácios e templos pessoais. Igrejas medievais, jardins renascentistas e villas conferem um ambiente mágico às ruínas. A Casa de Lívia e a Casa de Augusto estão entre as mais bem conservadas, destacando-se também a Domus Augustana e Domus Flavia, as duas alas do palácio de Domiciano e o anexo construído por Sétimo Severo.
Pantheon
Piazza della Rotonda
Este belo edifício com o seu imponente interior abobadado foi o símbolo de Roma. Na Idade Média, “O Templo de todos os Deuses” seria transformado em igreja. Hoje, o seu verdadeiro tamanho e beleza só podem ser apreciados do interior. Uma maravilha da engenharia romana construída no tempo do imperador Adriano (118-125 d.C.). Os santuários que agora se enfileiram ao longo da parede do Pantheon vão desde o túmulo de Rafael aos dos reis da Itália moderna.

Vaticano
Centro do poder da Igreja Católica Romana e Estado soberano desde 1929, o Vaticano é governado pelo Papa. Cerca de mil pessoas vivem e trabalham nas instalações do país mais pequeno do globo. A grandiosa Basílica de São Pedro atrai peregrinos de todo o mundo cristão. Nos palácios papais, ao lado de São Pedro, ficam os museus do Vaticano, os guardiões das maiores colecções de arte clássica e renascentista do mundo. A esses tesouros acrescentam-se ainda os maravilhosos afrescos de Miguel Angelo na Capela Sistina, e os de Rafael nos aposentos particulares do Papa Júlio II, hoje denominados Salas de Rafael.

Castelo Sant’Angelo
Esta sólida fortaleza deve o seu nome à estátua do arcanjo Miguel que está no topo. Originalmente construído como mausoléu do imperador Adriano em 139 d.C., foi convertido em fortaleza papal no século VI e está ligado aos palácios do Vaticano através de passagens subterrâneas. Hoje é um fabuloso museu que abrange todos os aspectos da história do castelo.

A Roma Cristã
Entre as mil e uma igrejas de Roma, os peregrinos católicos sempre foram atraídos pelas sete basílicas principais: a Basílica de São Pedro surge no topo da lista, mas também merecem referência San Giovanni in Laterano, San Paolo fuori le Mura, Santa Maria Maggiore, Santa Croce in Gerusalemme, San Lorenzo fuori le Mura e San Sebastian. Abrigam grande quantidade de relíquias, túmulos e magníficas obras de arte de vários períodos.

Monte Capitolino
A principal atracção deste local é, sem dúvida, a Piazza del Campiodoglio de Miguel Angelo. Desenhada em 1538, é um clássico da Renascença. Em seu redor, o Palazzo dei Conservatori e o Palazzo Nuovo encerram os Museus Capitolinos com as suas fabulosas colecções de escultura e pintura. O templo de Júpiter, na parte sul do monte Capitolino, foi o mais importante de Roma na Antiguidade.

As Piazzas
Uma das características mais encantadoras de Roma, é a sua colecção de “piazzas”. A Piazza Navona, que nasceu das ruínas do “stadium” de Domiciano, é a mais bela praça barroca da cidade, com o seu centro ornamentado pela bela Fontana dei Fiumi. Com as suas casas altas com venezianas pintadas em tons claros de ocre, creme e castanho avermelhado, a Piazza di Spagna é a mais famosa e também a mais animada de Roma. Destaca-se a sua original fonte em forma de barcaça, a Fontana della Barcaccia. A Piazza del Quirinale, no Monte Quirinale, oferece uma vista única da cidade. Descendo a colina pelas ruelas estreitas e escadarias, encontramos a célebre Fontana di Trevi, onde é tradição atirar uma moeda para garantir um regresso. A Via Veneto é o centro do turismo da Roma moderna, com os seus hotéis, bares e restaurantes. Nos anos 60 era o ponto de encontro das estrelas de cinema, perdeu o seu prestígio mas continua a ser a eleita dos turistas. Perto, na Piazza Barberini, erguem-se as fontanas del Tritone e delle Api. Campo dei Fiori é uma fascinante parte da Roma renascentista e também animada área de compras e vida nocturna.

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As melhores estações para se visitar Roma são a Primavera e o Outono, quando o clima é mais ameno e bastante solarengo. É melhor evitar Novembro, mês particularmente chuvoso. O Verão pode ser muito aprazível mas, por vezes, o calor demasiado intenso e as multidões de turistas tornam-se grandes inconvenientes.
Para além da fabulosa viagem pela História que oferece, Roma é também óptima para boas experiências gastronómicas. As compras são actividade de eleição, com as lojas mais interessantes a concentrarem-se no centro velho. Uma agenda cultural diversificada garante bons programas culturais que, no Verão, têm como cenário predilecto o ar livre. Para fugir da confusão do centro, nada melhor que um passeio por um dos mais aprazíveis parques da cidade, Villa Borghese.
Como o centro de Roma não é muito grande, andar a pé parece ser a melhor alternativa numa cidade de trânsito caótico. Os transportes públicos podem ser bastante lentos por entre ruas sempre congestionadas, sendo o metro um meio mais tranquilo de chegar aos pontos mais distantes da cidade.

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    One Comment to “Itália – Roma a cidade eterna”

    1. AnaLu diz:

      Roma encanta a qualquer ser humano! Uma das cidades mais surpreendentes que já conheci. A cada esquina que se dobra, uma memorável surpresa se descortina, tirando o fôlego e inebriando a visão. Suas ruas com calçamentos de pedra, lhe levam a experimentar voltar no tempo. Ande à pé…só assim poderar saborear cada pedacinho desta cidade encantada.

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