
Considerada a pérola do Pacífico Sul, a ilha de Bora Bora é um mundo de luxo exotismo e beleza onde se encontram algumas das mais belas praias do planeta. Verdadeiro paraíso terrestre é um dos locais ambicionados por todos como o destino perfeito para umas férias mais do que perfeitas, absolutamente divinais. As águas azul-turqueza “puxam” ao mergulho, as areias brancas pedem descanso e as palmeiras dão o toque final numa paisagem de total exotismo. A música embala, enquanto a dança tradicional enche a vista com os seus sensuais movimentos bamboleantes.

Bora Bora continua a ser um destino mágico para todos os viajantes. E ao chegar-se lá, tudo é ainda mais belo, mais perfeito, mais surpreendente do que alguma vez sonhámos. Quando o avião se prepara para a descida até à pista do aeroporto, os visitantes são presenteados com uma panorâmica inesquecível: uma barreira de corais e pequenas ilhas de areia branca, com uma vegetação formada quase exclusivamente de coqueiros, encerra uma lagoa de tonalidades de azul-turquesa, safira, esmeralda e jade, no centro da qual, se erguem majestosos e imponentes, os vestígios da origem vulcânica desta ilha. As águas da lagoa são normalmente serenas mas comunicam com o alto mar através de inúmeras ligações entre os “motus” (pequenas ilhas) que foram emergindo, a pouco e pouco, pela obra incansável dos corais. O mar fez o seu trabalho de erosão, transformando os belos corais em areia branca e fina. O transporte entre o aeroporto e a maioria dos hotéis é feito em pequenas lanchas privativas, mas, para aqueles que se dirigem para a capital, está assegurado um serviço de barcos rápidos que, em pouco mais de quinze minutos atracam em Vaitape. Ao longo da viagem pode-se apreciar melhor a ilha, onde sobressaem as elevações basálticas dos montes Otemanu, Pahia, Mata Pupu e Rufau (que são as reminiscências das paredes do antigo vulcão) e é visível uma vegetação densa e tipicamente subtropical que cobre tudo.

Dada a conhecer ao mundo ocidental na segunda metade do século XVIII, quando James Cook aí aportou pela primeira vez, esta ilha faz parte do arquipélago da Sociedade, na Polinésia Francesa. A origem do seu nome perde-se na noite dos tempos. Originalmente era conhecida por Mai Te Pora, que significava “surgida das trevas” e as lendas antigas contam que teria sido a primeira a surgir das águas. Incrivelmente, estudos geológicos recentes, confirmam que esta é uma das ilhas mais antigas do Pacífico. Com o tempo o seu nome foi evoluindo para Popora, depois Pora Pora e hoje Bora Bora. Os seus primeiros habitantes, vindos do sul da Ásia, terão aí chegado durante o século IX, depois de um longo percurso de descobertas através do oceano Pacífico. Os primeiros colonizadores, rudes e aventureiros homens do mar, acabaram por se transformar em pescadores sedentários, que se foram distribuindo pelas zonas costeiras mais abrigadas da ilha. De acordo com a lenda, o seu primeiro rei terá sido Firiamata O Vavau, grande navegador e guerreiro invencível. Depois de séculos de guerras internas, a ilha acabou unida sob o comando do rei Puni, que reinava na altura em que Cook aí chegou pela primeira vez. Alguns séculos depois, a rainha Terii Maevarua acabou por ceder a sua ilha à França no ano de 1888 (diz-se que a troco de uma choruda pensão).

Em Vaitape, a capital de Bora Bora, fomos encontrar uma pequena cidade, despretensiosa e activa, com algum comércio de artesanato. Aqui, um local a não perder, se lá passar um domingo, é a saída da missa da Igreja Evangélica. Os homens e as mulheres vestem-se num estilo tipicamente colonial, eles de fato completo com colete e elas com vistosos vestidos de renda branca e chapéu. Um costume extravagante que contrasta com a habitual indumentária leve, fresca e prática, que usam no dia-a-dia.
Uma volta à ilha é fácil de dar, uma vez que não serão necessários mais de 35 km para regressar ao local de partida. De facto, em pouco mais de duas horas pode fazer-se o percurso da estrada que, sempre junto à lagoa, circunda toda a ilha, através de uma vegetação densa e sempre na companhia de frondosos hibiscos de todas as cores. Não deve perder-se a possibilidade de visitar alguns dos “marae” que se encontram distribuídos por toda a ilha. Tratam-se de ancestrais lugares de culto, construídos em pedra, onde as ofertas aos deuses eram feitas, podendo em muitos deles ver-se gravuras ornamentais com desenhos de tartarugas. Cada família ou grupo construía o seu próprio “marae” e as pedras que o compunham tinham carácter sagrado. Por isso, se algum membro de determinada comunidade resolvia partir para outras paragens, levava consigo uma das pedras do templo familiar para servir de base a um novo, a construir noutro local, mantendo-se assim a ligação ao “marae” original.
A poucos quilómetros de Vaitape, na direcção da baía de Povai, encontram-se algumas das melhores lojas para compras. Junto à estrada vão desfilando pequenas construções de arquitectura típica, onde as ofertas dos produtos locais fazem com que valha a pena parar. O artesanato, o vestuário de praia com destaque para os coloridos páreos, os chapéus, os artigos de beleza com base no “monoi” e as célebres pérolas negras farão o encanto de qualquer viajante. Um dos mais procurados “souvenirs” são as reproduções em pedra dos “marae”, ou estátuas em madeira dos deuses e deusas venerados pelos polinésios. Impossível não adquirir um colorido páreo, com motivos tradicionais ou geométricos. Os chapéus e os sacos feitos com folhas entrelaçadas são muito procurados e constituem uma prenda original para trazer desta ilha do Pacífico. Ninguém sai desta ilha sem adquirir pérolas negras, um dos maiores tesouros do mar. É possível encontrá-las de várias cores e tamanhos, perfeitas ou com pequenos defeitos e de formas muito variadas e podem ser compradas já montadas em belas peças de joalharia, ou soltas para mais tarde mandar fazer uma jóia. As mais caras serão as mais negras, mais redondas e sem qualquer defeito. No entanto é melhor comprar em lojas especializadas, estas passam um certificado de autenticidade das pérolas, com as características de perfeição, cor e tamanho.
No que respeita a gastronomia, existe na ilha uma boa oferta de restaurantes, onde os pratos com peixe grelhado e os mariscos são as estrelas. Para os mais atrevidos na descoberta de novas ementas existe o peixe cru, marinado em leite de coco. Para além da cozinha tradicional, todos os bons restaurantes incluem nas suas sugestões pratos típicos das cozinhas francesa, italiana e até japonesa.

De Maio a meados de Julho é normalmente a época de maior fluxo de turistas à ilha. Nessa altura o calor ainda não “aperta” demasiado, o que já não acontece a partir de Agosto, altura em que as temperaturas sobem bastante.
As condições para a prática do mergulho são excepcionais: água quente e transparente, diversidade de locais, de ecossistemas e de tipos de mergulho. Aconselhamos a começar no mergulho com garrafas, acompanhado por professores profissionais e se for uma pessoa corajosa, arrisque procurar as águas mais profundas, do lado de fora da barreira de corais e vá dar de comer aos tubarões. Pode dar um passeio em motas de água passando pelas zonas mais bonitas da lagoa, subir bem alto e observar panorâmicas únicas numa volta de “parasailing” ou praticar esqui aquático. Para os adeptos da pesca, as propostas são muitas, quer à linha, quer de alto mar ou a bordo de excelentes iates já totalmente equipados e acompanhados de profissionais que indicarão os melhores locais. Passeios de “catamaran”, de canoas típicas ou até de helicóptero mostram as belezas únicas desta ilha.








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Nossa meu sonho visitar esse lugar!
Meu… que coisa mais linda…
Gostei tanto desse blog que salvei na minha página de favoritos, parabéns, continue sempre a nos brindar com essas belas imagens
Esse lugar é divino, meu sonho conhecer este lugar.
Maravilha, são imagens de deixa a gente mas feliz, trás uma paz, tranquilidade imagino estando nesta ilha.
Parabéns!!!
Att.
Penha