
A cidade do Porto é uma cidade burguesa, liberal, firme e solidária nas suas convicções. A 5 de Dezembro de 1996 a UNESCO, classificou o Centro Histórico da Cidade do Porto, onde se incluem as freguesias da Sé, de Miragaia, de S. Nicolau e da Vitória, como Património Mundial, integrando a cidade do Porto na galeria dos monumentos mais notáveis da Humanidade.
A cidade ocupa uma das margens do Rio Douro, junto à foz. A cidade do Porto deu origem ao nome Portugal (os primeiros núcleos chamaram-se Portus e Cale, no século 8 a.C.).
Centro Histórico
O Centro Histórico do Porto aparece como uma zona de enorme beleza que impressiona pelo equilíbrio existente entre edifícios históricos e a recuperação com materiais e técnicas modernas de vários imóveis deste assentamento urbano. Corresponde à cidade medieval, encerrada nas muralhas fernandinas do século XIV e é o resultado de um processo histórico com cerca de três mil anos
que abrange o mesmo número de edifícios e cerca de 20 mil habitantes.
O Centro Histórico situa-se entre as colinas da Sé e a da Vitória, e os vales do Rio da Vila e o das Virtudes e caracteriza-se por um grande conjunto de ruas e ruelas, estreitas e tortuosas, às quais se juntam edifícios do Renascimento e do Barroco e mais recentemente a construção de praças.
Sé Catedral
A Sé Catedral sendo o principal edifício religioso da Diocese, afirma-se como centro aferidor de climas estéticos em sucessivas obras de transformação. Essas soluções artísticas irradiam daqui para a área da sua directa influência. Na prolongada história da Catedral do Porto destacam-se três fases: dos tempos medievais a fundação que lhe definiu os contornos arquitectónicos; dos tempos modernos, a transformação do edifício condicionada pela reforma católica, fá-la assumir uma imagem coerente onde as artes de interior – talha, pintura, estuque, e outras – são o seu principal discurso; o último, foi no século XX a intervenção controversa dos Monumentos Nacionais, que pretendeu expurga-la da sua ambiência barroca levando-a ao purismo formal do período que lhe gizara a forma.
Torre dos Clerigos
O conjunto da Irmandade dos Clérigos, composto por Igreja, Casa dos Clérigos (secretaria e enfermaria) e Torre, é o mais representativo da actividade do pintor-arquitecto Nicolau Nasoni no Porto, cidade onde desenvolve actividade de 1725 até à sua!
morte em 1773. A invulgar nave elíptica da igreja, no universo dos outros espaços religiosos da cidade, a par do requintado tratamento dos alçados e sistema de cobertura, justificam a sua mestria na arte de conceber espaços. Soube ainda tirar partido da localização do edifício, colocando a torre sineira traseira na parte mais elevada do local, afirmando-a emblema superior da urbe.
Símbolo da cidade barroca, emblema da Porto actual, o conjunto dos Clérigos eleva a arquitectura barroca portuense ao seu’ melhor.
Casa da Música
Edifício com uma arquitectura moderna e arrojada, foi , projectada pelo arquitecto e urbanista holandês Rem Koolhaas como símbolo do “Porto Capital Européia da Cultura 2001″.
Sendo a principal sala de espectáculos do Porto, esta instituição tem como principal objectivo divulgar toda a música: da clássica, ao Jazz, à electrónica, ao fado. Para tal, aposta numa programação rica e contínua, trazendo dos palcos do Porto os nomes de maior prestígio do universo musical.
Foz
Foz é o nome pelo qual é conhecida toda a Zona Ocidental do Porto. O passeio marítimo é uma das zonas mais procuradas no Porto pelas esplanadas, bares e jardins à beira-mar.
Muito perto da foz do Douro, na freguesia de Nevogilde, encontra-se o Forte de São Francisco Xavier, denominado popularmente como Castelo do Queijo, pois está assente numa pedra de forma arredondada semelhante a um queijo. Actualmente, encontra-se à guarda da Associação de Comandos, utilizado como palco de eventos culturais e de animação.
Jardins do Palácio Cristal
Os Jardins do Palácio de Cristal, a Quinta da Macieirinha e a Quinta Tait são as três unidades que compõem este magnífico parque, a partir do qual se desfrutam deslumbrantes panorâmicas do rio Douro e do mar. Os Jardins românticos do Palácio de Cristal, projectados no século XIX pelo arquitecto Émile David, sempre foram um palco privilegiado de vários eventos culturais, sociais,
espectáculos e divertimentos públicos de vária ordem e mesmo aparatosas exposições. Em 1956 o pavilhão multi-uso, Pavilhão Rosa Mota, segundo projecto do arquitecto Carlos Loureiro, substituiu o Palácio de Cristal. Os Jardins do Palácio de Cristal abrem-se no Jardim Émile David que possui, além de fontes e estátuas alegóricas às estações do ano, belos exemplares de rododendros, camélias, araucárias, ginkgos e faias, entre muitas outras.
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