
As praias, brancas e cheias de palmeiras, são célebres. Mas a República Dominicana possui também paisagens generosamente tropicais, parques selvagens e aldeias de choupanas multicolores onde hospitalidade rima com merengue.
Já todos ouviram falar das suas praias, dos seus resorts all inclusive e, é claro, de Punta Cana. Mas a República Dominicana tem mais para oferecer. Paraíso tropical a preços acessíveis, este é um país que se bamboleia, que ondula lentamente as ancas, entre as suas colinas verdes e luxuriantes. Um país real à imagem da estrada que guia os peregrinos, a pé, no dorso de mulas ou em autocarros vacilantes, ladeada de mangueiras e de palmeiras. Caminham na direcção de Higüey, pequena cidade do leste do país e santuário da Virgem de Altagracia, padroeira dos dominicanos.

Ocupando dois terços da ilha de Hispaniola, a leste do Haiti, a República Dominicana dissimula, nos seus relevos interiores, paisagens infinitamente férteis e variadas. Assim, na região de Cibao, o jardim do centro do país, distribuem-se os arrozais, as culturas de morangos e de orquídeas, os espessos campos de tabaco. Em Jarabacoa, os sopés do Pico Duarte, o mais alto das Caraíbas (3172 metros), cobrem-se de pinheiros e cascatas. É o cenário ideal para a prática de rafting, trekking e parapente, desportos cada vez mais populares entre os muitos turistas que visitam o país.

O gringo, o ocidental, é um animal conhecido. Não se procura, mas acolhe-se com um sorriso hospitaleiro. É sabido que, há alguns anos, descobriu os litorais do país – 1500 quilómetros de costa, dos quais um terço de praias fascinantes cujas areias brancas, à sombra dos coqueiros, mergulham nas águas de um azul-turquesa profundo. Aceita-se até com bastante agrado a construção de Punta Cana, um local pensado para servir o turismo, um novo el-dorado para os operadores turísticos, constituído por 44 quilómetros de orla marítima, onde se situam mais de 30 hotéis e resorts “tudo incluído”. Uma fórmula de sucesso a avaliar pela sua taxa de ocupação elevadíssima. Porém, ainda há zonas onde não é permitido construir. Como a ilha Saona, no perímetro do Parque Nacional do Este, onde, no meio das praias, uma aldeia de pescadores, de choupanas de cores pastel, continua a viver, tranquila, sob o voo das fragatas.

Mais preservada ainda, na extremidade oeste desta costa sul, a península da Barahona oferece, ao longo da sua estrada marginal, panoramas selvagens e agrestes. Marés de árvores da borracha, de palmeiras e de poincécias resvalam pelas falésias, enlaçando as praias de areia e seixos.
O mar, cor de esmeralda e acarneirado, é um tanto assustador. Os domi-nicanos preferem-lhe as suas cascatas e balneários, represas de água verde cristal. Detemo-nos para beber de um coco acabado de abrir, para olhar os jovens casais que se chapinham à sombra trémula das bananeiras. No dizer dos dominicanos, um banho traz sempre a felicidade.
Mesmo a província de Baoruco, a norte de Barahona, que estende os seus relevos desérticos salpicados de cactos, uma paisagem tão estranha em plenas Caraíbas, possui a sua riqueza, o lago Enriquillo, um vasto lago salgado povoado por crocodilos, iguanas e flamingos rosados.
Após ter promovido as suas praias, a República Dominicana joga agora a cartada do ecoturismo. Vangloria-se dos encantos dos seus 14 parques nacionais (20% do território), que, tantas vezes impenetráveis, ainda têm de ser valorizados.

A região mais avançada, neste domínio, é certamente a Baía de Samana, onde as baleias corcundas vêm todos os Invernos para se reproduzirem. A sul, o imenso parque de Los Haitises, um fabuloso labirinto de rochas emersas, de lianas e de mangais, cujas costas marítimas não se devem perder. A norte, uma península de praias desertas onde se aninham pequenos hotéis de charme. Há também pequenos vales de beleza misteriosa, encantados com resplandecentes e gigantescos embondeiros. Choupanas floridas onde, por detrás das suas persianas, os aldeões murmuram histórias de ciguapas, sereias que enfeitiçam os homens no fundo dos bosques. Segredos que se adivinham quando, sentados durante muito tempo nas encruzilhadas, escutamos o riso de uma velha, de uma rapariga, ou a dança envolvente do vento nas folhas das palmeiras!

Para os verdadeiros apreciadores, falar de charutos não faz sentido se não forem puros habanos. Mas existem honrosas excepções. É o caso dos puros made in República Dominicana.
Poucos sabem que graças ao embargo decretado pelos EUA a Cuba, este país se tornou, a partir de 1994, o segundo maior exportador mundial de charutos feitos à mão, com uma produção anual estimada em cerca de 90 milhões de puros. Um feito tornado possível pelo know how trazido por grandes nomes da indústria – como a Davidoff – e por famílias cubanas no exílio. Por esse motivo, a República Dominicana, as suas imensas plantações de tabaco, as suas fábricas e lojas especializadas passaram a fazer parte do roteiro dos fumadores de charutos.




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